Já paguei! Afinal não!

Cliente já tinha 2 facturas de alojamento web vencidas, e já tinha sido avisado por email variadas vezes. Hoje decidi suspender (finalmente) a conta de alojamento.

Passados 15 minutos:

Cliente: “Então tenho a conta suspensa?”

Eu: “Então não tem recebido os nossos emails?”

Cliente: “Sim, e já paguei!”

Eu: (Já a pensar que tinha feito merda…) “Então diga-me lá em que data para procurar no homebanking”

Cliente: “Na semana passada” (com 4 meses de atraso portanto)

Eu: “OK. Pesquisei desde 1 de Abril até hoje, 3 de Maio, e não encontro esse valor.”

Cliente: “Mas eu paguei! Alguma coisa está mal”

Eu: “Não se esqueceu de autorizar o movimento?”

Cliente: “Eu paguei!”

Eu: “OK. Envie-me então o comprovativo, ou verifique a data e volte-me a contactar”.

Cliente: “E fico sem serviço”

Eu: “Pois…”

Fim da chamada. Passados 30 minutos, nova chamada:

Cliente: “Afinal parece que não paguei”

Eu: “Pois”

Cliente: “(silêncio longo) Vou ver se trato disso”

Eu: “OK. Fico a aguardar então. Envie-me o comprovativo para acelerar o processo de desbloqueio do serviço”

Cliente: “Então… (silêncio como quem diz, «não dá para desbloquear já?»)… a ver se não me esqueço… vou tentar fazer já isso.”

Eu: “OK. Fico a aguardar. Boa tarde.”

Google quê?

Por favor instale-me o Google xeróme

Logomarca sem manual de normas?

Designer que é designer, presa-se por querer fazer uma logomarca de sonho, funcional, criativa, interessante, cativante. Ora, quando se recebe as logomarcas de clientes, por mais bonita ou feia que possa ser, tem de estar bem localizada numa publicidade e a respeitar minimamente o tamanho e as margens de segurança.

Na hora de receber o feedback de aprovação de maqueta da publicidade, eis que a resposta foi simpática – “está catita”, mas “tem apenas um reparo: o nosso logótipo não é assim tão redondo, é mais assim ‘pró oval… assim encolhido”… ! …

Após breve análise dos documentos word (´tipica plataforma “distribuidora não oficial” dos logótipos supostamente com qualidade, para os designers usarem), foi percebeu-se que o logótipo, na realidade, estava, nesse programa, esticado, mas obviamente na maqueta não foi usado dessa forma pois verificou-se primeiro e tinha as proporções erradas.

Depois de alertar cliente da situação “o seu logótipo está encolhido nesse word, vê-se pelas formas das letras, etc etc”, percebe-se que o cliente provavelmente sempre viu assim o seu logótipo, portanto sempre o divulgou dessa forma – encolhido, esticado na vertical. O que era um círculo perfeito, tornou-se eternamente uma oval.

Moral da história: Designer que é designer, presa-se por querer fazer uma logomarca de sonho, funcional, criativa, interessante, cativante. E por mais que dê trabalho, um manual de normas faz falta, é preciso divulgá-lo ao cliente, e explicar-lhe bem o comportamento da marca, pois provavelmente sempre a viu assim.

Algo que pode ter nascido maçã não deveria certamente morrer banana…

Não há milagres!

Enviam um documento word e algumas fotos (que depois de analisadas, leva a crer terem sido tiradas de telemóvel, com muito grão e clarões de luz), para se poder fazer uma monofolha com a foto do produto X da marca do cliente Y.

Leio atentamente o documento word e vejo a seguinte frase do cliente Y:

(…) Envio também algumas fotos, de qualidade duvidosa, do produto X, para monofolha A4, mas talvez consigam fazer milagres.

Poderia até usar barbas e ter nome de treinador, Jesus… mas certamente não faço milagres.